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Lontra Neotropical (Lontra longicaudis)
A lontra Neotropical, ou lontrinha, como também é conhecida, pesa em geral menos que 12 kg e mede entre 0,9 e 1,4 m. O pêlo, com duas camadas, é marrom escuro com a região ventral mais clara. O focinho é desprovido de pêlos em sua extremidade, e apresenta vibrissas longas e finas que ajudam na detecção do alimento. A cauda termina em ponta e é levemente achatada dorso-ventralmente, e as patas apresentam membrana interdigital. Esta espécie é encontrada em toda a América Central e do Sul, desde o sul do México até a Argentina, com exceção do Chile. Habitam praticamente todos os ambientes aquáticos, desde igarapés, rios, lagos, pântanos, canais de irrigação, banhados e litorais marinhos associados com lagunas de água doce. A dieta é bem mais variada que a da ariranha, consumindo principalmente peixes, caranguejos e camarões. Consomem também outros crustáceos, anfíbios e ocasionalmente aves aquáticas e pequenos roedores. É um animal silencioso e tímido em seus hábitos e, portanto difícil de ser observado em ambiente natural. A lontra, aparentemente, não forma casais estáveis e acredita-se que seja um animal solitário. Muito pouco se conhece sobre a reprodução desta espécie, porém, ninhadas de dois filhotes parecem ser comuns. Como a ariranha, a lontra também foi intensamente caçada no passado. A extensão atual da caça ilegal é difícil de ser estimada, mas sabe-se que sua caça ainda persiste. Os desmatamentos, a alteração dos cursos d’água para irrigação e controle de inundações, e o aumento das populações humanas em áreas anteriormente desocupadas, também ameaçam as lontras. A contaminação das águas por mercúrio, pesticidas e outros poluentes são também ameaças adicionais a esta espécie. A escassez de informações sobre a biologia e ecologia da lontrinha fez com que este animal fosse considerado como uma espécie insuficientemente conhecida pela UICN (2000). |
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