Ariranha (Pteronura brasiliensis)

A ariranha é o maior membro da subfamília Lutrinae. O comprimento corporal máximo é de até 1,8 m, com um peso de até 35 kg. O corpo é longilíneo, com uma cauda longa, achatada dorso-ventralmente. O pêlo é marrom escuro, parecendo quase preto quando molhado. Cada indivíduo apresenta uma mancha irregular amarelo-clara no pescoço e peito, cuja forma permite a identificação individual dos animais. As patas apresentam os "dedos" ligados por uma membrana interdigital e o focinho é coberto de pêlos.

No passado, a distribuição das ariranhas se estendia desde o norte do continente sul americano até o norte da Argentina e a oeste até base dos Andes. Atualmente estão extintas no sul de sua distribuição. Populações ainda existem no Suriname, Guiana, Guiana Francesa, bacia Amazônica e Pantanal do Mato Grosso do Sul. Habitam igarapés e rios de água preta e clara na Amazônia. Sua dieta consiste quase inteiramente de peixes. No entanto, crustáceos, moluscos, roedores e aves aquáticas também podem fazer parte da dieta deste mamífero. As fêmeas produzem uma ninhada de 1 a 5 filhotes por ano. Os filhotes nascem em tocas cavadas nos barrancos dos rios e começam a aprender a nadar e pescar com cerca de três meses de idade. Este animal foi intensamente caçado no passado em busca de sua valiosa pele, utilizada na alta costura internacional. Apesar de protegida por lei, ainda existe caça ilegal em pequena escala, como também o roubo de filhotes com fins comerciais. A destruição e degradação do meio ambiente devido ao desenvolvimento desordenado de áreas previamente não ocupadas, e a contaminação de mercúrio nos rios para a extração do ouro, são também ameaças às ariranhas. A espécie está listada como ameaçada de extinção pela UICN (2000).